PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO DESTERRO - PB
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
MATRIZ NOSSA SENHORA DO DESTERRO

Como se sabe, os descobridores do Brasil, portugueses católicos, segundo o seu costume, ao fundarem povoados, vilas ou cidades, atribuíram-lhes nomes de santos, consonante às suas devoções e promessas, e quase sempre obedecendo ao calendário litúrgico da igreja católica. Assim, Desterro não fugiu à regra. É uma expressiva homenagem e sincero agradecimento à Nossa Senhora do Desterro. Consta, de acordo com a tradição, que nos idos de 1845, a senhora Silvéria Maria da Conceição fez uma promessa à Nossa Senhora do Desterro, para que, por sua intercessão, fosse desterrada uma epidemia que se abatera impiedosamente em todo o sertão da Paraíba por ocasião de uma grande seca. Alcançada a graça pedida, fez Dona Silvéria construir uma singela capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, e um cemitério bem despojado, que desde cedo chamava a atenção dos transeuntes. Nesse mesmo local acha-se construída, hoje, a igreja matriz local.
Sem margem de duvidas, pode-se atribuir a Dona Silvéria e seu esposo o Sr. Manoel Reis de Souza o título de fundadores da cidade, haja vista que foram os primeiros habitantes de Desterro. As terras onde se localiza Desterro foram adquiridas por meio de compra e venda ao Sr. Barão de Icó, proprietário de grandes extensões de terra.
Essas mesmas foram doadas a Senhora do Desterro, de tal forma que os morados pagam o foro à referida santa, ou seja, a igreja.
Construídos a capela e o cemitério, morando os retrocitados fundadores, logo a seguir começaram a chegar novos moradores, como os comerciantes Romão Marcolino de Souza, José Marcolino e José Mendonça. Instalaram ali uma feira, que teve, desde inicio, grande afluência. Ficava na convergência dos rios Taperoá e dos Porcos e seguiram-se as primeiras construções. Daí intensificou-se o fluxo do povoamento, sobretudo nos decênios de 1870 a 1889.
A construção da igreja Nossa Senhora do Desterro foi concluída em 1929. O coronel Juca e o padre Manoel Ramos muito contribuíram para o desenvolvimento do município. O cônego Florentino Leite Barbosa, nasceu em 1889 na Fazenda São Bento,em Desterro, iniciou seus estudos no seminário de Alagoa Grande. Ordenou-se padre na arquidiocese de João Pessoa na Paraíba,após a sua ordenação viajou para Roma onde fez seu Doutorado em filosofia.

